Gabriel Cardoso | Lumo Coletivo | Recife (PE)
No terceiro dia do II Congresso Fora do Eixo fomos levados ao Parque Capitão Ciríaco, onde normalmente funciona a Fundação Municipal de Cultura e também onde um dia já funcionou uma estrutura para extração do latex e produção de borracha lá pelo começo do século XX.
O conceito de floresta que tem se incorporado ao Festival Varadouro nesta sua quinta edição favorece a conexão do público com a energia cultural desta terra. Uma conexão com tudo que influenciou e influencia o cotidiano dos seres que vivem aqui. Ou seja: ambiente nada mais, nada menos que propício para a apreciação do clima, da convivência, da troca de idéias e dos shows de Ana y os Lobos, Durango Kid e Pia Vila.
Chegando ao parque, atravessamos uma ponte que cortava um lago que desembocava num parque repleto de árvores – visivelmente já marcadas pelos seringueiros – onde estava abrigado o palco. Assim como o Horto, local onde ocorreram apresentações de bandas locais durante os dois primeiros dias de congresso, o Parque Capitão Ciríaco também é muito impressionante. É a única reserva de seringais preservados dentro da estrutura urbana de Rio Branco e lembra muito um cenário típico de florestas cinematográficas.



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