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Parque Capitão Ciríaco recebe congressistas

Gabriel CardosoLumo ColetivoRecife (PE)

No terceiro dia do II Congresso Fora do Eixo fomos levados ao Parque Capitão Ciríaco, onde normalmente funciona a Fundação Municipal de Cultura e também onde um dia já funcionou uma estrutura para extração do latex e produção de borracha lá pelo começo do século XX.

O conceito de floresta que tem se incorporado ao Festival Varadouro nesta sua quinta edição favorece a conexão do público com a energia cultural desta terra. Uma conexão com tudo que influenciou e influencia o cotidiano dos seres que vivem aqui. Ou seja: ambiente nada mais, nada menos que propício para a apreciação do clima, da convivência, da troca de idéias e dos shows de Ana y os LobosDurango KidPia Vila.

Chegando ao parque, atravessamos uma ponte que cortava um lago que desembocava num parque repleto de árvores – visivelmente já marcadas pelos seringueiros – onde estava abrigado o palco. Assim como o Horto, local onde ocorreram apresentações de bandas locais durante os dois primeiros dias de congresso, o Parque Capitão Ciríaco também é muito impressionante. É a única reserva de seringais preservados dentro da estrutura urbana de Rio Branco e lembra muito um cenário típico de florestas cinematográficas.

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Congresso Fora do Eixo amadurecendo a Economia Solidária

Ney Hugo | Espaço CuboCuiabá (MT)

Foto por Renato Reis
foto: Renato Reis

O segundo dia de Congresso Fora do Eixo começou com a apresentação dos coletivos que compõem a rede. Se apresentaram um por um, expondo o seu histórico, organograma, dinâmica de equipe e particularidades diante de toda a rede na maior reunião presencial do ano. O encontro se mostrou bastante elucidativo principalmente para um maior conhecimento entre os coletivos.

O primeiro Congresso, realizado ano passado no Festival Calango(MT) foi um grande incentivador para o surgimento de vários coletivos, o que resultou na criação dos 40 Pontos Fora do Eixo. Ainda nesse intervalo surgiram mais coletivos que se reconhecem mais integralmente agora em Rio Branco(AC).

Após a apresentação dos coletivos, já entramos no processo de consultoria com o Prof Shimbo, da Incoop – Incubadora de Cooperativas Populares da UFSCar. Prof Shimbo pesquisa na prática a aplicação da economia solidária em empreendimentos de produção e prestação de serviço, de diferentes setores como limpeza, cozinha, costura, entre outros, todos voltados à capacitação e garantia de sustentabilidade com qualidade de vida nas comunidades excluídas socialmente. Houve uma fala inicial provocativa, para um novo encontro que aconteceria ainda no mesmo dia, ao cair da noite.

Após uma pausa para almoço, a tarde foi toda reservada aos GTs – Grupos de Trabalho, nos campo de atuação da economia solidária, programa de comunicação, circulação/distribuição e sonorização para as ações de 2010 do Circuito.

Pouco depois das 18h já começava o novo processo de consultoria com professor Shimbo, que já citado aqui, é o coordenador da Incoop, que incuba coperativas com um trabalho de assessoria preparatória em sua estrutura e qualificando-os para inserção no mercado após um processo de formação. Porém, diferente de consultoras de mercado, a Incoop continua este acompanhamento com seus parceiros de maneira constante.

O Prof. Shimbo pautou sua fala na seguinte constatação “é impressionante como vocês já vinham praticando economia solidária”. Em cerca de duas a três horas, Shimbo explanou sobre o conceito que permeia a questão: “Solidariedade aplicada no cotidiano”. Destacou também um princípio que considera muito importante: a adesão do indivíduo no coletivo é livre, espontânea, esclarecida e consciente. Falou do compartilhamento de resultados, positivos e negativos, sobre a questão do processamento de conflitos inter-pessoais e de como isso afeta o coletivo.

Ocorreram também durante a dinâmica, várias intervenções de membros do Circuito, relatando as experiências dentro dos coletivos, o que enriqueceu muito o debate. Desde o começo o Prof. Shimbo já havia declarado que era um processo mútuo, abdicando do título de “professor”.

É cada vez maior o diálogo do CFE com as incubadoras. O Massa Coletiva desenvolve ações junto à Incoop, trocando serviços e investindo na valoração desse processo, o que gera campo para a criação de moeda complementar. Isso sem contar o diálogo direto com o Circuito, simbolizado na vinda de Shimbo do interior de São Paulo para a Floresta Amazônica pra discutir sobre a formação de coletivos de economia solidária.

Fica a pergunta, a quantas anda esse processo a nível nacional?  Existem dezenas de incubadoras. “O próprio processo da Secretaria Nacional de Economia Solidária viabilizou muito isso”, diz Rachel Benze, integrante do Massa Coletiva que trabalha diretamente na Incoop, se referindo à SENAES, cujo secretário, Paul Singer, esteve na primeira edição do Congresso FE e legitimou o Cubo Card, como uma louvável iniciativa no movimento de economia solidária.

O melhor de tudo no presente dessa história é que o Prof. Shimbo continuará a consultoria no Congresso Fora do Eixo pelo resto da semana, com contribuições diárias diretamente no Gt de Sustentabilidade, além de fazer uma análise critica da condução das discussões e proposições em todos as faces ao fim dos trabalhos dos grupos.

Shows

A programação noturna incluía também os pocket shows. Os dessa terça ocorreram no Horto Florestal, música em plena floresta amazônica. Poucas pessoas assistiram aos shows de Álamo Kário, Mistura Fina e Heloy de Castro, com destaque para o Mistura, que conseguiu injetar ânimo na galera, até voltar cair no marasmo quando começaram a emendar covers do Tim Maia.

O encontro do Circuito

Por Loris | Coletivo Retomada | Montes Claros (MG)
Foto de Capa por Renato Reis

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Começou oficialmente ontem o II Congresso Fora do Eixo, que reúne no Acre, representantes dos coletivos que formam o circuito. A abertura do Congresso aconteceu no Horto Florestal de Rio Branco e além dos coletivos contou com a presença de gestores do SEBRAE de várias regiões do país.

Na ocasião, a redação conversou com Alex Lima que representa o SEBRAE do Acre, sobre esta parceria que está cada vez mais estreita com o Circuito Fora do Eixo.  Esta aproximação é bem vista por ambas as partes e já existe entre alguns destes atores em suas respectivas cidades, como por exemplo Goiânia e Fortaleza  onde esta parceria é bastante ativa e gera excelentes resultados.

Segundo Alex, ele conheceu o Circuito Fora do Eixo durante uma reunião com Pablo Capilé na Feira da Música em Fortaleza. “Ele explicou um pouco o trabalho que o CFE está  fazendo pelo Brasil e essa articulação em prol de uma rede de produção, de trocas solidárias. E isso é uma coisa que se encontra com o trabalho que o SEBRAE faz no Brasil, nós temos projetos de cultura, a maioria deles com música, e outros tipos de artes integradas. Começa a iniciar um elo e um circuito novo de parcerias que vem agregar a este trabalho e eu acho que o SEBRAE tem muito a ganhar com isso, com estas parceiras, esta rede, aprender muito com vocês e eu espero que o Congresso passe isso para a gente. Que a gente fortaleça isso nacionalmente, estamos com alguns gestores do SEBRAE aqui. A idéia é que a gente consiga fazer uma rede nacional”.

Na noite de lançamento, também procuramos Karla Martins representante do coletivo Catraia sobre a produção da quinta edição do Festival Varadouro. “O Varadouro migra de um espaço urbano para o que chamamos realmente de uma área mais arborizada, uma área de mais floresta onde possamos contemplar mais o conceito de festival da floresta, numa área onde há mais presença de árvores, um lago, a margem do rio Acre e brincando um pouco com a história do Acre, que dizem que foi onde tudo começou. Então nesses cinco anos, a gente espera estar fazendo um recomeço do festival”, explica a coordenadora de produção do evento.

Também aproveitamos a ocasião para conversar com Daniel Zen, secretário de cultura do estado do Acre e membro do coletivo Catraia, sobre a realização do congresso aqui em Rio Branco.  Segundo Zen, “O estado do Acre fica muito feliz em receber o congresso, de um movimento que hoje é um dos movimentos sociais com maior capilaridade, maior alcance dentro do Brasil. Como eu falava a pouco acho que a CUFA tem esse potencial, pouquíssimas outras associações, federações ou mesmo sindicatos tem esse alcance, essa representatividade e legitimidade que tem o Circuito Fora do Eixo.”

O Congresso é um momento muito importante para todo o circuito e está só começando. Você poderá acompanhar aqui pelo portal tudo que anda acontecendo no Congresso Fora do Eixo, ou pela transmissão da WebTV Fora do eixo pelo endereço: www.livestream.com/tvforadoeixo

Veja mais fotos clicando aqui.


Banco de Imagens

http://twitter.com/foradoeixo